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Setembro é o mês da Bíblia


Administrador A.O. | 9 setembro, 2019

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O Dia da Bíblia é celebrado em 30 de setembro. A data foi escolhida por ser a festa litúrgica de São Jerônimo, o Padroeiro dos biblistas. Jerônimo, cujo nome exato é Eusebius Sophronius Hieronymus, nasceu em Strídon, possivelmente no ano de  347 e faleceu em Belém, a 30 de setembro de 419 ou 420.

Sua maior obra foi fazer a primeira tradução da Bíblia, do grego e do hebraico, para o latim, tradução esta conhecida como ‘vulgata’ que serve para a Bíblia Católica e para a Protestante.

Sobre Jerônimo, um dos maiores doutores da Igreja, disse o Papa Bento XVI:

“A preparação literária e a ampla erudição permitiram que Jerônimo fizesse a revisão e a tradução de muitos textos bíblicos: um precioso trabalho para a Igreja latina e para a cultura ocidental.

Com base nos textos originais em grego e em hebraico e graças ao confronto com versões anteriores, ele realizou a revisão dos quatro Evangelhos em língua latina, depois o Saltério e grande parte do Antigo Testamento.

Tendo em conta o original hebraico e grego, dos Setenta, a versão grega clássica do Antigo Testamento que remontava ao tempo pré-cristão, e as precedentes versões latinas, Jerônimo, com a ajuda de outros colaboradores, pode oferecer uma tradução melhor: ela constitui a chamada “Vulgata”, o texto “oficial” da Igreja latina, que foi reconhecido como tal pelo Concílio de Trento que, depois da recente revisão, permanece o texto “oficial” da Igreja de língua latina” (Audiência geral, Roma, em 7 de novembro de 2007).

A obra de São Jerônimo é de tal importância que qualquer estudo bíblico que não levasse em consideração suas pesquisas, ficaria certamente falho. Ele teve o cuidado de ser totalmente fiel ao texto original.

A revelação e a vivência

O principal objetivo da Sagrada Escritura é a revelação e a vivência. No evangelho de São Mateus, pode-se perceber que não basta conhecer a Palavra e nem mesmo orar sobre ela. Diz Jesus: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus; mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este entrará no reino dos céus”(Mt.7,21).

Para maior seriedade ainda, vemos o Senhor asseverar: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos em vosso nome, em vosso nome não expelimos demônios, em vosso nome não fizemos muitos milagres? E então eu lhes direi bem alto: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que operais a iniquidade” (Mt.7,22-23).

O esforço diário de colocar a Palavra de Deus na vida é o fundamento sólido da obra e da salvação. Por isso o Senhor prossegue dizendo: Todo aquele que ouve a Palavra e a põe em prática será semelhante a um homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha firme. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa, mas ela não desabou, porque estava edificada sobre a rocha (Mt.7,24-25).

Viver a Palavra é estar sempre aberto à ação do Espírito e sempre atento à vontade de Deus. Maria é apresentada como a mais fiel servidora do Senhor, em quem o Altíssimo realizou maravilhas. Sua decisão de cumprir a vontade de Deus expressa ao anjo Gabriel, “Eis aqui a Serva do Senhor, faça-se em mim a sua Palavra”, é o protótipo para todos os que procuram autenticamente a Cristo. Ela é a expressão máxima, na Bíblia, no que se refere à vivência da Palavra.

Toda a sua existência, desde a anunciação, passando pelo nascimento e a infância de Jesus, pelos tormentos da paixão e morte de seu Filho, depois experimentando a alegria da ressurreição e por fim sua presença no dia de Pentecostes, no nascimento da Igreja, Maria é a imagem viva e reluzente de fidelidade a Deus e à sua Palavra. Pedro Apóstolo pode exclamar após o discurso eucarístico de Jesus, transcrito por São João: Para onde iremos, Senhor, só Tu tens palavra de vida eterna.(Jo.6,69).

Somente pode possuir a vida eterna quem vive na Palavra do Senhor, como nos afirmou Jesus de forma clara e animadora: Quem guardar a minha Palavra não provará a morte (Jo.24, 52).

Dom Gil Antônio Moreira

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