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Setembro: Como um galho que refloresce


Administrador A.O. | 17 setembro, 2018

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A Comunidade Alpha e Ômega tem a alegria de convidá-lo a percorrer um caminho de retiro espiritual mensal com a Carta “Contemplai” do Cardeal João Braz de Aviz.

• MATERIAL PARA ESSE RETIRO: Bíblia, caderno de anotações, cruz e um galho seco.

• AMBIENTAÇÃO:

Escolha um lugar silencioso que favoreça a contemplação. Coloque diante de você a Bíblia, a cruz e o galho seco.
Faça o sinal da cruz sobre seu corpo (pode ser cantado) e consagre esse tempo de sua oração a Deus. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Peça a Deus para que todos os seus desejos, pensamentos e sentimentos estejam voltados unicamente para o seu louvor e serviço.

• LEITURA:

Tome a Palavra de Deus em suas mãos e abraçando-a deseje que ela lhe toque.
O papa Francisco nos recorda: “Qualquer um que queira anunciar a Palavra, deve antes estar disposto a deixar-se comover pela Palavra e a fazê-la tornar-se carne na sua existência concreta [...]; deve aceitar ser ferido antes por aquela Palavra que ferirá os outros” (EG, nº 150).
Agora leia o episódio dos filhos de Zebedeu narrado em Mateus (20,17-28).
Ele mostra os dois discípulos cobertos por uma sombra de sutil mesquinhez,embora querendo estar próximos de Jesus. Seguiam, como nós, o Mestre, mas o coração deles estava endurecido. “Vosso coração continua endurecido?” (Mc.8,17).
Leia novamente o texto de Mateus e reflita: O que tem endurecido meu coração?

• MEDITAÇÃO:

A luz do Espírito Santo vem para tocar-nos de infinitos modos e a sua visita abre em nós uma ferida, situando-nos em estado de passagem. Ela faz desmoronar as nossas seguranças. Não é fácil morar entre os detritos daquilo que a graça demoliu.
A tentação nos impulsiona a reconstruir.
É necessário viver essa ferida, habitar essa mudança-conversão.

Nós, às vezes, encontramos no ativismo o bálsamo que alivia a ferida criada em nós pela graça. Podemos ver os passos a realizar, mas os tememos: “Tirei minha túnica; vou vesti-la de novo? Lavei meus pés; vou tornar a sujá-los?” (Ct. 5,3).
Tome o galho seco que você trouxe para o retiro e perceba que ele só está assim porque separou-se da árvore, da seiva que o alimentava. Para o galho esse retorno não é mais possível, mas não ao ser humano, que sempre tem a possibilidade da volta ao seu Senhor, como um galho que refloresce.

• ORAÇÃO:

A vocação das pessoas consagradas a buscar antes de tudo o Reino de Deus é,antes de qualquer coisa, um chamado à conversão plena, na renúncia a si mesmo para viver totalmente do Senhor, a fim de que Deus seja tudo em todos. Esse caminho de conversão não conhece nenhum avanço se não se abre à ação do Espírito de Deus mediante a fadiga da ascese e, especialmente, do combate espiritual.
A oração se situa entre a nossa fragilidade e o Espírito. Brota do profundo do humano anseio, busca, exercício, caminho como por uma ferida dada por graça.
“Essa ferida de amor jamais de cura,a não ser com a presença e a figura” (S.João da Cruz).
Peça o Espírito para contigo caminhar nesse caminho de combate e esforço pela conversão da dureza e secura da alma.

• CONTEMPLAÇÃO:

“O inverno passou… Aparecem as flores no campo… A figueira produz seus primeiros figos, soltam perfume as vinhas em flor” (Ct. 2, 11ss).
A contemplação orante é selo do Amado: pura graça em nós. Os monges começaram a usar o nome de Jesus como súplica: “Jesus, ajuda-me! Jesus, salva-me! Jesus, misericórdia!”. A alma fixa a tenda e habita no Nome, mora no amor.
Contempla.

Marcos Roberto de Oliveira

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