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Quando as nossas palavras estão em harmonia com o essencial da nossa vida


Administrador A.O. | 22 maio, 2013

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Tome antes de ler este breve artigo este texto: Lucas 6,46-49 Como noutras partes do Evangelho (Mateus 7,21), Jesus sublinha a ligação necessária entre o que pensamos e falamos e a forma como vivemos. Quando as nossas palavras estão em harmonia com o essencial da nossa vida, elas adquirem solidez.

A sua autenticidade manifesta-se àquele que fala e àquele que escuta. Foi essa a impressão que as pessoas tiveram de Jesus (ver João 7,46), e não apenas os seus amigos. Ao contrário, as palavras sem raízes, que não são confirmadas por uma vida, enganam. Como uma casa sem fundações, elas dão a falsa impressão de ser um abrigo. Palavras dessas são piores que silêncio.

«Porque não fazem…?» pergunta Jesus. Nesta passagem, Jesus não fala em primeiro lugar da preguiça. A história que Jesus conta não opõe uma pessoa ativa a alguém que nada faz. As duas pessoas de que Jesus fala constroem uma casa. A diferença está no fato de apenas uma cavar fundo.
Procurar descobrir, pela oração e reflexão, um fundamento mais profundo para a nossa vida é essencial, se queremos acolher a Palavra de Deus e deixar que ela determine a nossa atividade.

Porque recusaríamos cavar assim? É que pode parecer que cavar assim seria ineficaz. Não dá resultados visíveis no imediato, nem para nós próprios nem para os outros. Uma vida construída sobre a areia, no entanto, pode parecer bem sucedida. E então podemos perguntar-nos porque havemos de cavar: depois de tirar várias pás, só há areia e pequenas pedras, nada de sólido.

Porquê continuar a cavar, esforçando-nos por fazer um buraco onde corremos o risco de desaparecer completamente? «Cavou fundo e colocou o alicerce sobre a rocha»: esta passagem contém uma promessa. Podemos cavar com a confiança de que, mais profunda do que os desejos instáveis e contraditórios que nos habitam, há uma rocha sobre a qual pode descansar a nossa vida. Quando nos esforçamos para cavar até essa rocha, as nossas palavras e os nossos atos começam a ressoar juntos.

A cada dia observamos mais a proliferação de tantas vãs filosofias e falsas doutrinas, as quais servem somente para confundir e enganar aos que desconhecem a Palavra de Deus e mesmo os que caminham em comunidade de fé hoje vacilam. Entretanto, Jesus já censurava aos escribas e fariseus, hipócritas, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram ensinando doutrinas que clique aqui são preceitos de homens (Mateus 15,8-9).

O Senhor repreende rigorosamente aos que introduzem doutrinas de heresias no seio da Igreja. Homens dissolutos querendo ampliar, deixar espaçosa a porta que o Senhor Jesus Cristo declarou estreita e poucos são os que passarão por ela (Mateus 7,13), porque oferecem um evangelho paralelo, fácil, sem compromisso com o Senhor e sem participação das aflições de Cristo.
Conseqüentemente esse evangelho genérico, encontra pessoas querendo ser cristã, mas procurando apenas status, destaque social, poder, alegria momentânea, só querem bênçãos e prosperidades materiais, mas sem compromisso com o Evangelho de Cristo.

Exatamente como a Palavra predisse está acontecendo hoje, muitos tem sido enganados, pois querem apenas uma vida física e material farta, sem se preocupar com a vida espiritual e principalmente a salvação, se reúnem nas “igrejas” em busca de resultados apenas para coisas materiais, não há apreço pelo derramamento do sangue de Cristo na cruz por amor a humanidade para remissão dos pecados, oferta da vida eterna e a construção do Reino de Deus através de um mundo melhor e um compromisso pela Vida. Mas essas coisas são o cumprimento da Palavra, Jesus advertiu dizendo: Nem todo o que diz Senhor, Senhor herdará o reino dos céus, mas aquele que fizer a vontade do Pai que está no céu (Mateus 7,21).

Devemos examinar sempre as escrituras e certificar se o que estamos vendo, ouvindo e principalmente o que estamos praticando concorda com a Palavra de Deus. É indispensável a sabedoria e discernimento do Espírito Santo do Senhor para viver de maneira digna diante dos olhos de Deus. O mundo precisa ver a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não serve.

Por isso, disse Jesus: Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. E porque me chamas Senhor, Senhor, e não fazes o que eu mando . Então a pergunta: “as nossas palavras estão em harmonia com o essencial da nossa vida? – Que descobertas já fiz que foram como rochas sobre as quais posso construir? – Quais as palavras de Cristo que ouvi e ainda não consegui pôr em prática?

Pe. Emílio Carlos+

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