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Os santos não foram perfeitos: eles se aproximaram de Deus com os seus defeitos


Administrador A.O. | 7 novembro, 2019

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“A santidade não é um privilégio reservado a alguns eleitos, é a vocação de todos nós, cristãos, como nos recorda o Papa Francisco na exortação apostólica sobre o chamamento de todos à santidade, ‘Alegrai-vos e exultai’”.

O Papa recordou que ser santo implica “não nos resignarmos a uma vida medíocre, superficial e indecisa, sem horizonte ou exigência“. Santos, portanto, “são aqueles que souberam confiar as suas vidas a Deus; aqueles que, mesmo no meio das lágrimas, das dificuldades e das incompreensões, procuraram sempre em Deus a sua força, confiaram na Sua presença e Lhe entregaram a vida“.

As Bem-Aventuranças, são um convite de Jesus, que “viveu a pobreza com plena confiança em Deus, seu Pai, foi humilde, misericordioso, puro de coração, pacífico e pacificador, amou a justiça, sofreu perseguição… Podemos dizer que em cada um dos santos e santas encontramos os traços do rosto de Cristo e identificamos a semelhança com Ele“.

“Ser santo é aproximarmo-nos e imitar Jesus, porque os santos são aqueles que souberam confiar as suas vidas a Deus. Vem-nos à mente a pergunta de Nossa Senhora, aqui em Fátima, aos Pastorinhos: ‘Quereis oferecer-vos a Deus?’”.

O conceito de santidade costuma ser mal compreendido por muitos, precisando assim de esclarecimento:

“Talvez a nossa grande dificuldade resida no equívoco de identificarmos a santidade com a perfeição, isto é, com uma conduta sempre irrepreensível. Mas os santos não foram perfeitos: souberam aproximar-se de Deus com as suas fragilidades e defeitos; os santos não são impecáveis, são limitados como nós. No meio disto, souberam aproximar-se de Deus e entregar-Lhe a sua vida. Todos somos chamados a ser santos, desde que entendamos o que é ser santos”.

Este horizonte está presente na mensagem de Fátima, que conduz cada um a Deus e “à vida de comunhão com Ele, isto é, a uma vida santa. E é isto que é Fátima: o convite a uma vida santa“.

“A santidade em Fátima também é visível nos protagonistas, os Pastorinhos. Neles encontramos não apenas o enorme desejo de serem santos, desejo que tanta vezes a nós nos falta, mas igualmente o esforço diário por serem humildes, justos, misericordiosos, pacíficos, puros de coração como Jesus Cristo, porque neles descobrimos este esforço de viver de acordo com as Bem-Aventuranças”.

A veneração das relíquias, representa “o exemplo e estímulo de uma santidade próxima e simples à qual somos convidados“.

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