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Necessidade de aprovação nas redes sociais


Administrador A.O. | 19 março, 2019

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O século XXI trouxe muitas possibilidades e inovações tecnológicas que hoje fazem parte da vida da maioria das pessoas – as redes sociais, cada vez mais acessadas, já são as plataformas mais utilizadas pelos usuários da internet, e com isso, o compartilhamento de informações e ideias se faz presente diariamente na vida de muita gente. Mas compartilhar o quê e para quem?

A privacidade, antes tida para muitos como inviolável, parece perder a sua essência em tempos de pressa e de estímulos constantes – a exposição da imagem em troca de “likes” (as famosas curtidas) e a necessidade de uma autopromoção ficam evidentes em muitas publicações, que muitas vezes não retratam o ser humano como ele realmente é, mas a sua imagem idealizada, com padrões de perfeição que são fictícios e escondem a verdadeira identidade de cada um.

Com isso, modelamos perfis falsos das pessoas em nossas mentes, de acordo com o que elas mostram, e não pelo que elas realmente são. O medo de mostrar um lado miserável, sensível, sem máscaras, é consequência de uma esfera social cercada de padrões, que são seguidos à risca por milhares de pessoas – ainda que, muitas vezes, de maneira inconsciente.

O simples fato de muitos de nós não conseguirmos mais colocar fotos sem filtros ou outros recursos de melhoria e edição de imagens, já é o reflexo de uma sociedade mascarada, que se torna enferma quando media as suas relações a partir de informações que nem sempre correspondem à realidade que vivemos.

O mais assustador de tudo é que, muitas vezes, as publicações mais populares, na esfera online, são as que obtiveram um maior número de curtidas ou visualizações, mas não necessariamente as que apresentam um conteúdo construtivo, edificante para os que estão conectados. Muitos valores que são disseminados deturpam um valor imutável: o de que como filhos e filhas amados, somos aceitos por Deus, e mais do que isso, somos o seu projeto vivo.

Mascarar a nossa identidade em troca da aceitação dos outros é mascarar também o que Deus um dia pensou de nós. Os padrões estéticos idealizados que o mundo oferece não podem ser maiores do que a nossa capacidade de aceitar o outro em sua essência, no mais profundo do seu ser, buscando conhecê-lo de verdade.

As redes sociais podem ser um espaço de unidade e de aproximação das pessoas, mas lembre-se: O cristão autêntico é capaz de enxergar além da imagem gerada em um perfil, porque sabe que Cristo foi capaz de olhar além das faixadas. “Eu sou aquilo que Deus pensa de mim.” – Santa Terezinha do Menino Jesus.

Cássia Carvalho

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