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Evangelho Lucas 13,31-35


Administrador A.O. | 1 novembro, 2018

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No mesmo dia chegaram alguns dos fariseus, dizendo a Jesus: “Sai e vai-te daqui, porque Herodes te quer matar”.
Disse-lhes ele: “Ide dizer a essa raposa: eis que expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e ao terceiro dia terminarei a minha vida.
É necessário, todavia, que eu caminhe hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não é admissível que um profeta morra fora de Jerusalém.
Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os enviados de Deus, quantas vezes quis ajuntar os teus filhos, como a galinha abriga a sua ninhada debaixo das asas, mas não o quiseste!
Eis que vos ficará deserta a vossa casa. Digo-vos, porém, que não me vereis até que venha o dia em que digais: ‘Bendito o que vem em nome do Senhor!’”

Meditação: Preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã

No evangelho de hoje, alguns fariseus foram levar um aviso a Jesus, não sei se para preveni-lo ou para se verem livres dele. Disseram: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. Um aviso sério. Uma ameaça de morte. “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. Olha a reação de Jesus: “Vão dizer a essa raposa (que raposa? Herodes)… Vão dizer a essa raposa que eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã. E no terceiro dia, terminarei o meu trabalho”. O que ele está dizendo? Que iria continuar sua missão até o fim. O terceiro dia talvez seja a sua morte em Jerusalém ou quem sabe a sua ressurreição. É quando termina o seu trabalho, quando se completa a sua missão.

A pregação de Jesus anunciava ao povo o Reino de Deus, a proximidade amorosa de Deus que restaura o fraco, levanta o humilhado, liberta o oprimido. Foi o que ele leu no Profeta Isaías e explicou na Sinagoga de Nazaré. Com curas, exorcismos, milagres ele levava o povo a experimentar o amor de Deus que tem compaixão do doente e dos sofredores, e oferecia o perdão aos pecadores que aceitassem começar uma vida nova de comunhão com ele e com os irmãos. Essa prática de Jesus foi sentida como uma ameaça ao poder do Templo, à influência dos fariseus sobre o povo e ao poder dos romanos e seus aliados. Em resposta, Jesus não recuou, manteve seu trabalho missionário com destemor e fidelidade.

Pe. João Carlos Ribeiro

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