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A relação entre Formador e Formando


Administrador A.O. | 21 dezembro, 2018

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Os formadores encarnam o ícone do Cristo Servo e Bom Pastor para cada formando e para a comunidade. A presença do formador é sinal de pertença familiar que ao mesmo tempo gera proximidade e reciprocidade. Pelo distanciamento, o formador dinamiza o processo educativo. A pedagogia da presença visa facilitar o crescimento da comunidade e do formador.

O estar junto gera reciprocidade, respeito mútuo e consentimentos. A transparência dos formadores estimula a lutar e romper amarras. Quanto mais presença, melhor se comunica clareza, solidariedade e força para agir e recomeçar sempre o processo de auto edificação.

Para o processo formativo, a presença é o maior bem. A norma suprema da educação é o testemunho. Os formadores vivam eles mesmo da maneira como desejam que os formandos venham a ser no futuro ministério. A equipe de formadores deve atuar de forma integrada, sendo sinal da comunhão que Cristo viveu com seus discípulos. A Igreja é na terra mistério de comunhão trinitária, a comunidade formativa deve ser para formadores e formandos um sinal de comunhão divina.

O formador é antes de tudo um colaborador do Deus educador, mediador tendo como referencia Cristo Senhor, sua missão consiste em ajudar cada membro a encontrar o Ressuscitado como pessoa viva, presente, que o chama pelo nome a colocar-se ao serviço do projeto de salvação.
Lembrando que a relação formador e formando não é igual, pois existe diferença de funções, a amizade é importante, mas o formador é sobretudo um educador, e que o seu prestigio se vê através do seu modo de ser como aquele que é o mais caridoso, o mais respeitoso, o mais generoso, o mais conciliador e o mais manso. Pois, um formador de prestigio é aquele que se torna modelo para imitar.

A superioridade do formador não se impõe pela força, por cargo, as por aquilo que é, vive, pela sua maturidade humano-afetiva-espiritual, equilíbrio de personalidade. Ele deve intervir e ajudar o formando a trabalhar o seu mundo interior, aberto ao plano de Deus, ele deve ser um estímulo de crescimento para ajudar o jovem no seu discernimento. O formador é um irmão mais velho.

A comunidade tenha uma precisa programação, que caracterize pela sua organicidade e unidade, em sintonia com fim que justifique a existência da mesma. O formador deve ajudar o membro a ter uma disciplina na vida, um programa pessoal de vida, saber cooperar, partilhar, pensar nos outros, viver com alegria etc. Para sublinhar o formador deve amar a sua identidade vocacional, de bem consigo mesmo, que tem um uma relação positiva  com o seu mundo interior.

A Igreja mais do que nunca, ao longo de sua caminhada, tem procurado construir e organizar seus espaços formativos, propor os passos fundamentais para uma adequada formação, fomentar e estar em comunhão com os apelos e desafios que a formação requer. Assim como também normatizar, definir regras que possam nortear o processo formativo.

E no que diz respeito a autoridade que lhe compete, cabe organizar os moderadores e formadores para que cuidem do bom andamento da vida cotidiana das comunidades, assim como a fidelidade as regras.
Portanto, ao falarmos de formação humana, somos sempre desafiados em todas as suas dimensões. Quando se trata de um ambiente formativo, como comunidades, ou casas de missões e que a frente deles devem estar pessoas realizadas, humanas, integradas e equilibradas para que possam conduzir, mediar e educar os membros em seu processo de busca e realização pessoal. Hoje nos deparamos com grandes dilemas que acabam fragmentando o processo formativo, é a falta de pessoas bem preparadas para exercer essa nobre e cara missão.

Creio que ao se tratar de pessoas para trabalhar na formação, é preciso que seja alguém realizado, feliz pela escolha assumida, equilibrado, disponível, capaz de ouvir e saber de fato orientar, que deseja ser ponte formador-formando, que tenha as virtudes do Cristo Bom Pastor, alguém realmente vocacionado a acompanhar, educar e orientar pessoas, rumo a sua realização.

Referências Bibliográficas:

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Diretrizes para a formação dos
presbíteros da Igreja no Brasil. Texto aprovado pela 48º Assembléia Geral. São
Paulo: Paulinas, 2011. (Nº 233 a 245).

MARMILICZ, Pe. André. O Ambiente Educativo.
CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO. 5º Ed. São Paulo: Loyola, 2001.

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