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“O QUE QUEREMOS”


Administrador A.O. | 17 setembro, 2019

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A vocação de Deus é pessoal, intransferível e incontestável. Todo chamado se dá segundo o Seu propósito (Rm 8,28) e somos encorajados a permanecer firmes no chamado (1 Cor 7,20), andar de forma digna da nossa vocação (Ef 4,1) e a vivê-la junto com outros igualmente chamados em Cristo (Ef 4,4).
Neste mês somos chamado, através desse retiro pessoal, a refletir sobre nossa vocação; o que “profundamente” queremos? Onde queremos chegar? Qual é a nossa intenção?

• MATERIAL PARA ESSE RETIRO

Bíblia, caderno de oração.

• AMBIENTAÇÃO

Para seu retiro pessoal, escolha um lugar que favoreça o espírito de oração: silencioso e tranquilo. Consagre-se a Deus com o sinal da cruz sobre si: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Agora reze esta oração com sinceridade de coração, meditando em cada palavra: “Senhor da messe, Pastor do rebanho, faz ressoar em meus ouvidos teu forte e suave chamado: “Vem e segue-me!”.

Derrama sobre mim o teu Espírito, que Ele me dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz! Senhor, que a messe não se perca por falta de operários! Que o rebanho não pereça por falta de Pastores! Por isso, chama-me para o serviço de teu povo. Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-me a responder:“SIM”. – Amém”.

• LEITURA

Tome a Palavra de Des e leia o Evangelho de Marcos, capítulo 10,28-30. “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. Pronunciadas pouco depois do episódio do jovem rico, estas palavras de Simão Pedro, embora sejam sinceras, não são, todavia, o bastante profundas. São sinceras, pois brotam de um coração apaixonado pelo Mestre, mas não são profundas, pois carecem da razão e da fé que solidificam o chamado. Decisões vocacionais baseadas na emoção não tem caminho duradouro. Diante das provas tendem a desistir ou buscar o que é mais conveniente.

Jesus não engana Pedro e nem diminui a exigência do chamado em troca de adesão, mas diz: “Ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos,irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições  e no século vindouro a vida eterna”.

• MEDITAÇÃO

Uma das tentações do vocacionado é a busca de segurança e recompensa. Foi a mensagem nas “entrelinhas” que Pedro quis dar ao Mestre, ou seja, “o que vamos ganhar depois de deixar tudo e Te seguir”? Portanto, quem sente-se chamado ou serve na Igreja, é necessário questionar-se: “O que eu quero?”. E ainda, “onde quero chegar?”. A resposta sincera nos dirá que profundidade de adesão ao chamado cada um traz e se está disposto a assumir as consequências dessa decisão.

Nossa vida é um dom que não tem início e nem fim em nós mesmos. Mas começou em Deus e Nele se encerrará. Por isso, é bem verdade que Ele é o princípio e o fim de nossas vidas, o Alpha e o Ômega. Portanto, toda segurança e recompensa não tem sentido se Ele não for a causa e a consequência da vocação.
Pois tudo nesta vida passa, “só Deus basta”. Leia e reze com o capítulo 6, do Evangelho
de Mateus.

• ORAÇÃO

Somos todos vocacionados em Cristo para servir a Deus e glorificar o Seu Nome. Em qualquer situação, a vocação é um privilégio. Na verdade, talvez seja o maior privilégio, bem como o maior desafio. Em oração, fale com Deus sobre a sua fidelidade à vocação. Fale também sobre suas lutas, medos, inseguranças, busca de respostas… peça perdão pelos desvios no caminho, pelas negações ao chamado, por fazer ou estar fazendo o que Ele não te pediu.

• CONTEMPLAÇÃO

Acolha, em silêncio, a voz de Deus. Aquela mesma voz inconfundível do início do chamado, que te despertou do sono e da surdez espiritual. Finalize sua oração com a canção:  “Não dá mais pra voltar” de Padre Jonas Abib. Não dá mais pra voltar, o barco está em alto mar (2x)
Não dá mais pra negar o mar é Deus e o barco sou eu e o vento forte que me leva pra frente é o amor de Deus.
Não dá nem mais pra ver o porto que era seguro eu sou impulsionado a desbravar um novo
mundo.

Marcos Roberto de Oliveira

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