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MARIA MADALENA


Maria Madalena é certamente uma das personagens mais simpáticas, mas também mais misteriosas do Evangelho, devido ao seu relacionamento com o Senhor e por ter sido a primeira testemunha da Ressurreição de Jesus. Dela, o comum dos cristãos apenas sabe que foi uma prostituta e que se arrependeu. Os pregadores têm repetido à saciedade, comovidos, que Jesus "de uma pecadora fez a discípula predileta, de uma mulher da vida, fez uma apóstola". Mas, segundo os Evangelhos, a sua grandeza foi ser testemunha privilegiada do Senhor vivo, após aquela morte horrenda. Poder-se-ia perguntar: Porque motivo se terá feito desta primeira testemunha da Ressurreição uma pecadora? Daqui surge, naturalmente, a primeira questão: Quem é Maria Madalena?

Todas as dificuldades que vamos encontrar para responder a esta pergunta decorrem do fato de os Evangelhos não serem "História de Jesus", mas ensino acerca de Jesus. Não podemos, pois, encontrar neles uma biografia de Maria Madalena. Procuremos, antes de mais, a mensagem teológica, o sentido, que se encontra por detrás dos textos, onde brilha o rosto desta personagem extraordinária.

A mulher mais comum no Novo Testamento

Uma primeira constatação: Maria Madalena é a mulher mais presente no Novo Testamento. O seu nome aparece aí nada menos de doze vezes e significa "de Magdala (Magdalena = Madalena)". Pode parecer chocante; mas Maria, a Mãe de Jesus - se excluirmos os Evangelhos da infância (Mt 1-2; Lc 1-2) - é muito menos referida do que Maria Madalena e, por vezes, de maneira pouco honrosa: fala-se da "Mãe de Jesus", mas só em Marcos 6,3 se diz o seu nome. A explicação reside no fato de os evangelistas darem importância à relação discípulo-Mestre e não às relações de sangue, que perdem valor na dinâmica do Reino. A importância de Maria Madalena deve-se ainda ao fato de ela aparecer como uma das personagens fundamentais do cristianismo, de tal modo que o seu nome e a sua personalidade deram origem a um evangelho apócrifo, ou seja, não reconhecido como canônico pela Igreja - o "Evangelho de Maria"; mas ela aparece noutros livros apócrifos cristãos como o "Evangelho de Tomé", o "Evangelho de Filipe", "Pistis Sophia", etc.

Este fato pode ter contribuído para que a Igreja oficial tendesse a rebaixar certas mulheres e Maria Madalena em particular. A sua fama entrou na devoção dos cristãos ao longo de todos os séculos a ponto de ser considerada uma das fundadoras da Igreja nascente. Deste modo, tomou-se um tema necessário na pregação, na espiritualidade, na literatura, na escultura e na pintura, e até no cinema, ao longo de vinte séculos de cristianismo; e foi escolhida para padroeira dos que "se dedicavam às vaidades", ou seja, dos que faziam perfumes e cosméticos, bem como dos cabeleireiros e fabricantes de luvas. Mas foi igualmente considerada padroeira e protetora das prostitutas, tendo sido fundada uma Ordem Religiosa, a das Madalenas, no séc. XIII.

Questão das três Marias dos Evangelhos

Uma das discussões mais interessantes e mais antigas, a propósito de Maria Madalena, consiste em ela ser identificada ou confundida com outras duas Marias. E que o nome de Maria era comum no tempo de Jesus, tal como hoje em Portugal. O Novo Testamento refere sete mulheres com este nome: Maria, a mãe de Jesus: Maria de Magdala; Maria de Betânia; Maria de Cleofas Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José (estas duas últimas podem ser a mesma pessoa); Maria, colaboradora de Paulo (Rm 16,6), e Maria, mãe de João Marcos (At 12,12). Nos Evangelhos há três Marias que foram confundidas com Maria Madalena. A identificação das três Marias com Maria Madalena, ou melhor, Maria Madalena como resumo de três Marias, aparece do seguinte modo: Luc 7,36-50 fala da mulher pecadora, sem nome próprio (d'certa mulher) que ungiu Jesus; Mt 26,6-13 e Mc 14,3-9 falam de uma mulher que ungiu Jesus antes da sua Paixão, mas não dizem que era pecadora; Jo 11,2 parece identificar esta última com a Maria de Betânia, irmã de Marta e de Lázaro.

Deste modo, Maria Madalena seria, ao mesmo tempo, uma pecadora (LUCAS), a mulher que ungiu Jesus antes da Paixão (Mateus e Marcos) e a irmã de Marta de Lázaro (João). A idéia de três Marias resumidas na Madalena é antiga, mas foi aceita definitivamente no tempo do papa Gregório, o Grande (1073-1085), e vingou praticamente até aos nossos dias, sobretudo no meio católico. Durou, portanto, quase mil anos, e deu-origem a grandes controvérsias teológicas e até políticas, sobretudo em França, onde era pujante o culto a esta santa. O primeiro que pôs em questão essa teoria, afirmando que as outras duas mulheres nada tinham a ver com Maria Madalena foi o francês Lefèvre d'étaples (séc. XVI). Deu origem a uma onda de protestos por parte de pregadores, teólogos e até de políticos!O fato de se identificar a primeira testemunha da ressurreição de Jesus com uma pecadora - suprema difamação, com boas intenções! - poderia levar já em si uma concepção acerca da mulher: a mulher seria mais pecadora que o homem, mas Jesus pode salvá-la e até fazer dela a apóstola dos doze Apóstolos, pois foi ela quem levou a notícia da Ressurreição aos onze.

Esta concepção negativa acerca da mulher prevaleceu em ambientes católicos, mas também protestantes, e está ainda muito arraigada na mentalidade da Igreja atual. No entanto, Jesus entregou às mulheres, tal como aos homens, o encargo do anúncio do Reino. A Madalena é um símbolo insuperável do feminino cristão; nela nós vemos a tarefa insuspeitada de uma mulher que anuncia a maior notícia do cristianismo aos próprios onze, a quem Jesus tinha instruído ao longo de três anos. Na tradição ocidental, Maria ficou marcada com o estigma de quem pode tocar em Jesus, devido à frase que Ele lhe disse, depois da Ressurreição. "Não me toques"; dando uma' explicação que, à primeira vista, nada explica: "ainda não subi a meu Pai" (Jo 20, 17); ou seja, a mulher não seria digna de Jesus. Ficou gravado na mentalidade das pessoas quase só aquilo que era aparentemente negativo em relação a esta mulher-discípula de Jesus. Nessa parece que Jesus a fasta de si; no entanto, o versículo pode ter outros tas outras passagens dos Evangelho.

 
 

Maria Rita Granato Piva



 
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