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PEDRO, ROGUEI POR TI

Só é verdadeiro discípulo de Cristo quem sabe enfrentar, por ele, tribunais, perseguições e o próprio martírio. E ao mesmo tempo Cristo não abandona seus apóstolos perseguidos. Vem em auxílio para salvá-los dos perigos.

Abrindo as Sagradas Escrituras deparei-me com o texto: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu por tua vez, confirma os teus irmãos” (Lc. 22,31-32).
é uma boa ilustração de como o maligno pode enlaçar o coração do homem. é claro que não falo dos homens em geral, pois os irregenerados já se acham perdidos pelo maligno, mesmo que tenham boa moral e sejam cultos e civilizados. Isso está claro em 1 Jo. 5,19: “Sabemos que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o maligno”; estou me referindo particularmente aos fiéis, aos crentes, pois Pedro era cristão. E apesar disso, não escapou de ser peneirado, joeirado, tentado pelo inimigo.

Não é à toa que, mais tarde, depois que foi restaurado, viesse a exortar os fiéis tão ardorosamente para que estivessem atentos ao maligno, que, como diz ele, anda ao derredor como leão que ruge procurando alguém para devorar (1 Ped. 5,8).
Alguém já disse que a distância entre o sublime e o ridículo é de apenas um passo. E vemos, na experiência de Pedro, como é fácil dar esse passo: minutos depois de haver emitido um conceito: “Senhor, estou pronto a ir contigo tanto para prisão como para a morte”.

E noutra passagem Jesus indagou a seus discípulos: “Quem diz o povo ser o Filho do homem? E logo Pedro, com seu jeito impulsivo, responde: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”. Foi um momento de grande impacto tanto para Jesus como para os discípulos. E o Mestre afirma: “Bem-Aventurado és, Simão, filhos de Jonas, porque não foi a carne e o sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus” (Mt. 16,16-17).
E assim, por causa de sua língua rápida, Pedro começou a pensar que não havia ninguém ali que fosse melhor do que ele, e isso deu confiança ao inimigo que percebeu que ainda poderia obter uma grande vitória contra ele.

Pedro cria que sempre era o melhor. Podia ser que os outros discípulos abandonassem a Cristo, mas ele não. Ora, pois até se sujeitaria a ir para uma prisão e a morrer por seu Mestre! O Senhor poderia lavar os pés dos outros discípulos, mas não os dele. E mesmo depois, quando cede ao argumento do Salvador, “se eu não te lavar, não tens parte comigo”, o faz em seus próprios termos: “Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”. E Pedro em primeiro lugar e em último, naturalmente. é Pedro o tempo todo.
Simão Pedro está se colocando cada vez mais debaixo do poder do mal. E Jesus o percebe e avisa o amigo: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo. Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22,31-32).
“Que que é isso!” diz Pedro consigo. O Mestre está totalmente enganado. Ele, Simão Pedro, dominado pelo maligno? Como Jesus podia ter uma opinião tão errada a respeito dele e dizer uma coisa tão ridícula sobre ele, que era o principal dos apóstolos? E então solta a língua mais uma vez: “Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte”.

Oh! Pedro, como você se conhece pouco! Seu orgulho está deixando-o cego. O orgulho, que sempre se manifesta antes de uma queda, o deixará no pó, e aí você vai passar por uma vergonha enorme. Se ao menos você desse ouvidos ao seu Senhor! Nesse momento ainda há um jeito de escapar. Mas você não irá atender ao que ele diz. Ele está lhe dando um aviso e se lhe der atenção poderá evitar ser presa de satã, o tentador. Se ao menos você desse atenção, mesmo caindo não seria lançado na vergonha profunda que o aguarda: “Afirmo-te, Pedro, que hoje três vezes negarás que me conheces, antes mesmo que o galo cante” (Lc. 22,34).
Não precisamos nos demorar muito nesta cena. Mas não podemos ignorá-la tampouco. Vamos aprender uma lição aqui. Naquela noite, Pedro está se aquecendo junto à fogueira, os soldados são homens rudes e blasfemos, tornou-se perigoso demonstrar qualquer simpatia por Jesus nessa hora. Então Pedro ouve a acusação de uma simples criada, e nega seu Senhor. Será esse aquele Pedro tão valente? é, sim, e não foi só. Faz uma segunda negativa e uma terceira acompanhadas de juras e pragas, afirmando não conhecer o Homem.

Pedro poderia ter ao menos evitado chegar aos níveis mais baixos, da ignomínia e vergonha terrível por que passou, pois Jesus lhe dera um aviso. O galo cumprira sua função de “alertar” o apóstolo, mas ele não fugiu dali. Sua autoconfiança e seu orgulho o dominaram até o fim. E que triste fim, pois espojou-se na lama da vergonha, no abismo da negação.
E que vitória isso significou para o príncipe desse mundo. Jesus, cuja taça de sofrimento já estava cheia, agora vira-se e olha para o discípulo, e sua taça transborda.
Há algum tempo já está o inimigo alimentando o orgulho e Pedro, e agora, por fim, essa verdadeira baleia cai em sua rede. Mas como é maravilhoso saber que Jesus não apenas advertira seu discípulo mas também havia orado por ele, para que fosse restaurado e não joeirado por Satanás. Se não fosse por isso, quem sabe? Talvez lhe tivesse acontecido o mesmo que sucedeu a Judas, aquele em quem Satanás havia entrado. Mas não, o Bom Pastor, agora ressurrecto, procura sua ovelha, encontra-a ferida e a restaura. Que bela foi aquele cena na praia! “Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros?” Essa expressão “mais do que estes outros” deve ter calado fundo em Simão, pois ele se vangloriara dizendo que mesmo que todos os outros abandonassem a Jesus, ele nunca o faria.

A extensão da restauração de Pedro para apascentar os cordeiros e ovelhas do Senhor ficou tão bem demonstrada no livro dos Atos que não precisamos dizer mais nada.
As lições que poderíamos tomar desses fatos são muito claras. Todos nós somos verdadeiros Simões Pedros. Parece que ele foi escolhido para sofrer tal espoliação, para que pudéssemos ver a nós mesmos nele.
Quando analisamos as entrelinhas desse problema de Pedro com o maligno aprendemos nitidamente que só existe um lugar seguro para nós: a cruz de Cristo.

Alguém pode estar caminhando com Jesus há muito tempo; pode ser o melhor pregador; o melhor líder; o melhor coordenador; ter os melhores conhecimentos bíblicos e exegéticos; pode ser alguém que opere milagres, curas, e até fale línguas (que parece ser o grande anseio de muitos nessa nossa era singular), ou talvez realizar numerosas façanhas no plano religioso. Mas nada disso constitui uma salvaguarda contra as astúcias do maligno.
São Paulo disse com razão: “Quem está de pé, cuide para não cair”.

Só estaremos a salvo das ilusões malignas e livres de suas artimanhas, como nos ensina Romanos 6, se estivermos crucificados com Cristo. Não adiantará nem mesmo clamarmos pelo sangue de Jesus, embora isso seja muito importante, a não ser que aceitemos o veredicto de Colossenses 3, onde Paulo diz que morremos com Cristo e nossa vida está escondida com ele em Deus.
Nossa antiga vida terminou na cruz.

Foi na cruz que Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo derrotou os poderes das trevas. Não podemos ser “mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” a não ser que estejamos dispostos a dizer: “Amém” resolutamente a tudo que está implícito no Calvário.
Para o discípulo que, como Pedro, deseja unir-se a Cristo, o martírio é libertação. Aliás, é a libertação definitiva que através da morte o introduz na glória de seu Senhor.

“Jubilai, ó Pedro, a quem foi concedido saborear o lenho da cruz de Cristo! à semelhança do Mestre, quisestes ser crucificado mas não como o Cristo Senhor e sim de cabeça para baixo, como que para irdes da terra para o céu. Benditos os cravos que transpassaram membros tão santos! Com toda a confiança entregastes a alma nas mãos do Senhor, vós que assiduamente o servistes e servistes à Igreja, sua esposa. Vós, o mais fiel de todos os Apóstolos, amastes o Senhor com todo ardor do espírito”. (São João Crisóstomo, Sermão de Metafraste).


 
 

Pe. Emílio Carlos Mancini



 
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