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São João da Cruz


sergioluiz | 14 junho, 2012

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Nasceu em 1542, em data desconhecida, na Vila de Fontiveros, ávila. A família constava dos pais e três filhos. Pobres, mas felizes. A morte prematura do pai lança-os na miséria. Talvez tenha sido a moldura apropriada para a grande figura de místico e asceta que Deus queria oferecer ao mundo.

Aos 21 anos, ingressou na Ordem Carmelita. Terminados os estudos, foi ordenado sacerdote, em Salamanca, em julho de 1567. Nesse mesmo ano, verificou-se o histórico encontro com Teresa de Jesus. Ela, que procurava alguém para começar a reforma, entre os padres, percebeu o valor daquele jovem e conseguiu conquista-lo. Aos 28 de novembro de 1568, já Inaugurava, com mais dois companheiros, em Duruelo, o primeiro convento de padres Carmelitas Descalços, na mais rigorosa pobreza.

Desempenhou cargos importantes, mas também sofreu muito. Fez jus ao seu nome, o grande amigo e cantor do sofrimento. Sua personalidade vigorosa é fruto de uma profunda e harmoniosa unidade de qualidades humanas e espirituais. A aquisição realista da santidade confere suprema unidade e coerência a sua vida e doutrinal.

Nosso Baluarte Espiritual

Entende-se por Baluarte uma fortaleza, um apoio, um suporte.
E, com certeza, ter Frei João da Cruz por baluarte é um privilégio. Ele, juntamente com Santa Teresa D’ávila e Santa Teresinha são para nós sinais fortes da ação de Deus que nos auxiliam na caminhada para o Tudo.

Num mundo voltado para os valores da terra, mergulhado numa história humana e passageira, sente-se fortemente a necessidade de profetas verdadeiros que nos anunciem os valores permanentes da vida, mesmo que eles pareçam difíceis de serem entendidos.

Desnorteados por tantas vozes barulhentas e desconhecendo por completo as vias misteriosas de Deus, muitos se perdem no caminho que devia conduzí-los à realização plena de suas aspirações e potencialidades; não chegam nunca ou, quando muito, chegam com atraso ao encontro de Deus. São João da Cruz, Grande Místico, “homem celestial e divino”, profundo conhecedor do ser humano, merece relevo em nossa vida de cristão. Como mestre experimentado nos caminhos do Espírito, leva-nos, passando pelas noites das provas e da purificação, à comunhão plena com “Aquele que nos ama” desde sempre e para sempre.

Queremos em nossa espiritualidade, desvendar toda a humanidade deste Santo carmelita e, também, da “alma enamorada de Deus”.
Caminhar… Este é o lema que São João da Cruz deixou para os homens de seu tempo e de sempre. é preciso “sair da noite escura” da vida e caminhar. Não é permitido parar. Quem pára nunca chega à meta.

Quem encontra Deus recebe no coração um forte desejo de sair pelas noites afora procurando o Amado e deixando-se queimar pela chama viva de amor.

Caminhar… Não importam as dificuldades, é preciso não parar. Caminhar, subir até chegar ao topo do monte, na posse definitiva como declara São João da Cruz: “Mostra Tua presença! Mata-me a Tua vida e formosura; olha que esta doença de amor jamais se cura, a não ser com a presença e com a figura”.

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